Só falta perder... e de goleada

Por Hebert Regis

 

Jogo da seleção brasileira. Domingo. Estrelas no campo. Estádio Mane Garrincha lotado. Todos os holofotes nos galácticos Ronaldo, Roberto Carlos, e o mais novo queridinho da imprensa, Robinho. Mas também estarão lá Kaká, Cafu, Adriano e o segundo escalão das estrelas. Se assim pode-se classificar. O jogo é especial. O Brasil pode ser o sétimo a se classificar para a Copa do Mundo da Alemanha, sendo o 2º das eliminatórias da América do Sul. Mas o palco do evento, Brasília, joga outras dúvidas no ar.

O jogador Ronaldo declarou que o jogo esfriaria e acalmaria os ânimos na cidade e traria mais alegrias para os brasileiros. Bonito, mas pelo visto, não se concretizará, mesmo que tentem. Deve ser difícil assumir, mas Robinho terá que dividir o palco com outras personalidades. A revista Veja de domingo revelou que o presidente da Câmara Severino Cavalcante, Severino Cavalcante, recebia um “mensalinho” de R$ 10 mil. O vice-presidente José Alencar saiu do PL e está à caça de outro partido. Polícia Federal pede prisão do ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf. O ex-tesoureiro do PT está às vias de sua expulsão do partido de José Dirceu. Este, dependendo das investigações pode se afundar ainda mais. Ah! Ainda tem a lista dos 18, que podem ser cassados.

Pelo visto, haja espaço nos jornais e principalmente de assuntos para a discussão nacional. Quem deve ganhar com esta história são os bares da cidade. Assuntos não faltam para se discutir tomando uma cervejinha e comendo um espetinho. Enquanto isto, o presidente Luís Inácio Lula da Silva vai visitar a sua terra. Acertadamente, a sua assessoria o levará direto aos braços do povo, em algo muito bem planejado, e assim pode sair fora do olho do furacão (esqueci da Katrina!!!) e não levar umas vaias em pleno jogo da seleção. Mesmo que ele resista ao fato de não se tornar notícia, em comparações que ressuscitam JK e Getúlio Vargas.

Com tanta notícia em Brasília, será difícil para a trupe do técnico Parreira aparecer nos noticiários com espaço que pensam merecer. A seleção canarinho não é mais a mesma da Copa de 70, ou os escândalos políticos não são os mesmos? Só tenho medo que a seleção perca de goleada apenas para cair na graças dos jornais de segunda-feira. Como disse, o sociólogo Ronaldo, o povo brasileiro não merece mais isto!

Vai ter impeachment?

Por Filemon Pereira

 

Tenho sido questionado quase que diariamente sobre isso. Respondo sempre a mesma coisa: acho que não, pelo menos até aqui parece que não (nessas horas é bom fazer uso do ‘achismo’). Falta apelo popular para um processo de responsabilidade contra o presidente.

 

Tucanos e pefelistas, os maiores interessados, temem levar um processo adiante com os índices de popularidade que Lula ainda tem. Ainda porque esses números começam a ruir diante da crise que parece não ter fim. Se a insatisfação aumentar muito, daí é certo que a oposição vai querer a cabeça de Lula. Conversa fiada (arrogância tucana) essa enfraquecê-lo e derrotá-lo nas urnas.

 

Afinal, uma hora essa crise acaba, ou pelo menos sai da ordem do dia. Além disso, a continuar blindada, a economia foi programada para ser mais animadora em 2006. Sim, juros altos, arrocho, até final de 2005. Ano eleitoral os juros caem. O consumo cresce. Daí vem a sensação de que estamos no caminho certo e precisamos dar mais quatro anos ao autor da façanha. Calote antigo. Requentado.

 

Fora isso ainda tem os outros candidatos. Nem só de tucanos viverá a sucessão presidencial. O PMDB quer ter candidato (busca apoio do PFL). Ainda, Itamar Franco, Roberto Freire, Cristovam Buarque, Heloísa Helena...

 

...

 

Entrevistei Roberto Freire (PPS- PE) sábado, 13. Achei interessante que ele não conseguiu esconder a satisfação com a derrocada do PT. Se Freire está assim, imagina Heloísa Helena e os outros expulsos do PT? Imagino que rezam todos dos dias. Dá até para ouvi-los: ‘obrigado Lula e Zé Dirceu por essa dádiva!’.

Flamengo em Goiânia

 

Por Filemon Pereira

 

Ir aos jogos do Flamengo em Goiânia é uma obrigação. Não me importo com a fase (que anda sempre ruim, ultimamente), com a posição na tabela de classificação, e nem com as perspectivas de um bom resultado. Vou, torço e pronto (e dessa vez na arquibancada, no meio da torcida rubro-negra, longe de esmeraldinos).

 

O jogo do domingo passado, no entanto, foi triste. Time ruim, covarde e sem ataque. Perdido. Dominou (territorialmente, diriam os narradores antigos) boa parte do jogo. Sim, porque o Goiás não fez um grande jogo. Longe disso. E, mesmo assim, não incomodou o Harley em nenhum momento. Nem falta sabem bater.

 

Bom, sobre o jogo é só isso. Impossível falar mais do Flamengo. Comentários sobre o Goiás eu prefiro poupá-los.

Morte, piripaque e até perereca, por que não? e principalmente os afins

Por Hebert Regis

 

Fiquei impressionado com a desolação do público leitor deste blog. Morte, piripaque ou qualquer outro nome, não importa. A verdade é uma só. As pessoas só esperam algo de ruim para encherem o saco. Confesso, nunca fui lá muito fã de blogues (aportuguesei, podem criticar), chats, orkuts, ou coisas afins. Quando fui avisado, no entanto, de que participaria de um blog com pessoas que admirava, como a Francila, o Filemon, o Luís Felipe e o Thiago, pensei. Opa! Talvez este espaço tenha um novo sentido. Como o meu amigo Filemon disse no texto inicial, este seria um espaço para discussões abertas. Mas o fato de ser feito em sua maioria por jornalistas (ainda sou estagiário. Eehehehehh) impôs o fato de se tornar uma extensão da redação. Claro, de forma muito mais humorada e despretensiosa.

Talvez este motivo tenha sido desvirtuado. Mas poxa, e daí que passamos semanas sem escrever, ou mesmo ainda, com integrantes que ainda não escreveram (né Francila). Só sei de uma coisa, ninguém aqui é obrigado a escrever. Já basta toda a semana a obrigação com caracteres e excelência no texto. Não estamos aqui para agradar a seu ninguém. Se isto é considerado morte, ou mesmo piripaque, que seja. Os integrantes deste blog escreverão quando tiverem vontade. Ao menos, pouparemos o escasso tempo dos internautas. Afinal, há muitos outros blogues com coisas para se ler. O problema é fazer a diferença. Tentem.

Comunicado
Por Thiago Marques

Por motivos técnicos, preciso me afastar do blog.
Bom trabalho aos que ficam.
Bem que eu tentei...
Por Luiz Felipe Fernandes

Vou aproveitar para escrever enquanto o Marco não chega com o lanche... Ih, chegou!!! É, infelizmente vai ficar pra uma outra oportunidade. É por uma boa causa. Mas em breve, prometo, deixarei por aqui minhas contribuições.
Generalidades

Demorou, mas o nosso amigo que adora briga de galos apareceu no rolo do mensalão.

Salve Duda Mendonça, o gênio do marketing político.

Marta Suplicy e Pedro Wilson que o diga.

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Pensei que tal situação era insuperável, mas ledo engano.

Depois de um “ao vivo” direto do Parque Vaca Brava, o Louro José bateu ponto no estúdio do Jornal Anhanguera 1ª Edição.

Foi entrevistado pelos apresentadores. Ambos, claro, não disfarçaram o constrangimento.

A situação só não piorou porque uma semana depois algumas emissoras de tv foram ao Paço Municipal para cobrir a invasão de um casal de corujas.

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No sábado, durante plantão na rádio, peguei uma pauta no aterro sanitário.

O prefeito ia, junto com o presidente da Comurg e diversos secretários, vistoriar melhorias no local.

Foi um “mini-tour”.

A imprensa iria em um microônibus; o prefeito e secretários, em outro.

Mas enquanto a turma de puxa-saco brigava pra entrar na van do prefeito, Íris mandou chamar toda a imprensa para ir no mesmo microônibus.

Não que seja uma honra andar pelo aterro sanitário ao lado dele. Mas foi bom vê-lo dando uma cortada nos típicos “baba-ovo”.

 

Ainda no aterro: não se viu um urubu sequer por lá.

Na van, começaram a curtir com Wagner Siqueira, presidente da Comurg.

Fernando Santana, secretário especial da prefeitura, disse que havia funcionários escondidos no meio do lixão com espingardas à postos.

Clarismino Júnior, do Meio Ambiente, falou que Wagner despejou toneladas e toneladas de Furadan pelo lixão.

O prefeito ria da palhaçada.

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Os outros dois blogueiros que ainda não estrearam por aqui mandaram avisar que só escreverão quando conseguirem provar a inocência de Marcos Valério, Silvinho e Delúbio.

Não estressem Luiz Felipe e Francila.

Brincadeira.

Até que enfim...

Por Hebert Regis

Sou o terceiro integrante deste blog. Os outros dois (com a insistência de Thiago Marques) deverão se pronunciar em breve, espero. Apesar de gostar de escrever, nunca tive um blog e os que tentei ter ou fizeram prá mim, se transformaram em confusão. por isto meio que desisti. Mas participar de um blog com estas pessoas (Francila, Luís Felipe,Filemon e Thiago), é um privilégio, até porque confesso (não vão me ridicularizar depois, ehehehe), virei fã do trabalho deles. Sábado á tarde, estou eu aqui na Tribuna, apreensivo, para saber se meu texto será aprovado pela Elizeth, após redigir correndo um texto sobre as inaugurações do Marconi. Realmente uma experiência ímpar, nunca corri tanto atrás de um homem desse jeito. Fala sério!!

Ele inaugurou uma centena de coisas e a imprensa atrás ou na frente. Parecia aquelas perseguições policiais, meio circense, mas massa. Para completar o desafio jornalístico. Um acidente envolvendo 3 caminhões e 3 carros atrasou a nossa volta em uma hora. Como tava tudo parado, a Marina (fotógrafa da Tribuna) resolveu tirar umas fotos e eu, especular. Parece que vai sair no jornal desta semana. Legal. Acho que deve ser noticiado amanhã. Ao menos lá em Goianésia foi. ehehhehh. Para um foca em ação, até que o dia foi bem corrido. E que venham mais destes. Só não preciso acordar às 5 da matina. Menos isso.

Artigo - parte I

“Fiz o que todo jornalista deveria fazer”

Por Melissa Monteiro

 

[Tomei a liberdade de copiar aqui o artigo que a jornalista que entrevistou Lula em Paris publicou hoje na Folha de São Paulo. Cada um conclua o que bem entender. Mas que é difícil acreditar na dita-cuja, isso é. Ainda aposto minhas fichas na tese de "armação" com o Palácio do Planalto. Em plena crise política, seria muita ingenuidade do dr. André Singer acreditar que dona Melissa não iria fazer perguntas sobre o tumulto em Brasília - Thiago Marques]

 

Escrevo para me defender das críticas e calúnias das quais fui vítima nos últimos dias e que têm me machucado muito. Parece um grande erro ser jornalista e exercer a profissão com afinco e paixão. Sou "acusada" por grandes veículos de comunicação do Brasil de ter conseguido aquilo que nenhum deles conseguiu: um furo de reportagem.
Essas críticas revelam a arrogância que permeia nossa profissão. Sinto-me covardemente atacada pelo fato de não estar vinculada aos veículos que monopolizam a informação no Brasil.

Para os invejosos, é mais fácil enxergar um complô do que reconhecer com humildade o meu êxito profissional. Muitos egos amargurados, que correram atrás do presidente Lula durante dias em vão, preferiram criticar minhas perguntas do que simplesmente aceitar o principal: foram elas que arrancaram da boca do presidente palavras sobre a crise política, enquanto as perguntas pseudo-inteligentes e arrogantes obtiveram o silêncio como resposta.

Tentaram até me desqualificar profissionalmente. Disseram que não sou repórter, "apenas" free-lancer, quando, na verdade, sou formada pela Ecole Supérieure de Journalisme de Lille na França. Também sou engenheira de produção formada pela Escola Politécnica da USP. E é verdade, sou profissional independente e tenho uma modesta produtora de reportagens em Paris que tem como clientes os maiores canais de televisão franceses.

Tenho 29 anos. Saí do Brasil há oito anos, morei em Londres e agora vivo em Paris. Especializei-me no vídeo-jornalismo (eu mesma opero a câmera e faço a edição das reportagens) por gostar de ser independente e acreditar que este seja o futuro de minha profissão.

Artigo - parte II

 

Desde domingo, vários colegas esmiúçam minha vida como se eu fizesse parte de um complô com a assessoria de imprensa do Planalto. Estou impressionada com a quantidade de informações erradas que estão divulgando a meu respeito. Fico até envergonhada de perceber tanta irresponsabilidade.


Por que não canalizar toda essa energia para elevar o nível do debate e aproveitar a ocasião para tecer uma autocrítica à maneira como nossa profissão é praticada no Brasil? Minha idéia inicial era fazer uma reportagem humana e pessoal, que traçasse o perfil de Lula, ainda em Brasília, antes da sua vinda à França. Num trabalho de muita insistência, paciência e perseverança, cinco semanas depois, consegui essa entrevista exclusiva em Paris.


Não entendo que culpa tenho pelo fato de o presidente ter se sentido à vontade para confiar em minha câmera. Cheguei à residência Marigny às 10h da sexta-feira, 15 de julho. Às 10h45, horário de Paris, começamos a entrevista. O presidente Lula me disse: "esta entrevista é o resultado de muita persistência". Verdade. Preservei o tom calmo e coloquial para deixar o presidente à vontade.
Naquele momento, ainda tinha o intuito de divulgar a reportagem na França e não tinha feito contato com veículos brasileiros. Fiz três perguntas relacionadas à sua visita. Comecei então a entrar no tema da crise do Brasil, de maneira que pudesse interessar ao público francês, alheio aos detalhes da crise política. Comecei por informações que já tinham sido divulgadas na França, "enfraquecido em Brasília, celebrado em Paris". O porta-voz da República, André Singer, e o assessor de imprensa Rodrigo Baena pareciam descontentes com as perguntas. Mas o presidente respondeu a todas.


Desde então, recebi todo o tipo de pressão. Pressão da assessoria de imprensa do Planalto. Depois da entrevista, para minha surpresa, os dois assessores vieram indignados em minha direção aos gritos de "você não cumpriu com o nosso trato, isso é falta de profissionalismo, você só fez perguntas sobre política interna, é uma pena que você comece assim sua carreira de jornalista".


André Singer sugeriu que a fita fosse parcialmente apagada. Rodrigo Baena tentou me convencer de quais perguntas poderiam ou não ser divulgadas, "esta você pode guardar, esta não". Saí dali entusiasmada, com a convicção de que tinha em minhas mãos um material cujo interesse ultrapassava as fronteiras da França. Ofereci o material a alguns redatores-chefes que me disseram que, com a volta do presidente Lula à Brasília, a entrevista deixava de ser importante para as redações francesas. Por mais que elas lhe dessem algum destaque, a entrevista não mereceria mais do que dois minutos no noticiário.


Decidi não divulgar a matéria na França. Percebi que estava diante de um depoimento simples, sincero e humano do presidente Lula, que certamente interessaria à população e que não podia, de forma alguma, ficar esquecido num canto de gaveta.
No domingo, procurei a Rede Globo. Pedi, como condição para a venda dos direitos de imagem, que as respostas do presidente não fossem editadas, de maneira a evitar mal entendidos e distorções de cada idéia desenvolvida.


Depois da entrevista divulgada, começaram as pressões e calúnias dos meus próprios companheiros de profissão. Recebi dezenas de telefonemas com pedidos de esclarecimentos e de entrevistas como se fosse crime uma repórter independente conquistar uma entrevista exclusiva. Na verdade, apenas fiz aquilo que todo jornalista deveria sempre fazer: persistir até o último minuto para conseguir informações inéditas e zelar, até o fim, para que elas cheguem ao conhecimento de todos.
Deixo aqui meus sinceros votos de que todos os meus colegas jornalistas experimentem um dia, se já não experimentaram antes, o mesmo êxito profissional que eu experimentei naquele dia. E que se libertem do veneno e da arrogância quando um colega tiver mais sucesso numa reportagem.

 

 

Agradecimentos

Por Thiago Marques

 

Este blog completa nesta quinta-feira uma semana de existência.

Aos leitores, nosso sincero obrigado pelo recorde absoluto de visitas (e único também): 310 acessos em sete dias.

Continuem assim. Ou melhor, superem-se. Em breve, se mantivermos este ritmo, fecharemos importantes contratos com anunciantes virtuais. Em breve. Muito em breve, creio eu.

 

Quanto aos outros três integrantes deste blog, eu e Filemon estamos nos esforçando para convencê-los a postar.

Eles alegam falta de tempo.

Preferimos não encarar como uma indireta.

 

Generalidades

Por Thiago Marques

 

O Palácio das Esmeraldas começou a usar estratégias estapafúrdias para concorrer com o Paço Municipal.

Sempre que pode, marca eventos no mesmo horário dos que já foram anunciados pelo prefeito.

Só que na sexta-feira, 14, os governistas deram com os burros n'agua. Ou melhor, na terra.

Enquanto o prefeito Íris Rezende inaugurava o viaduto lá no final da Avenida República do Líbano, inventaram um tal café da manhã da bancada goiana no Congresso Nacional para discutir liberação de emendas do governo federal para as obras do novo aeroporto.

Se lembrarmos que o secretário estadual de Infra-Estrutura, Leonardo Vilela, é deputado federal licenciado, podemos dizer que apenas um (sim, 1!) parlamentar apareceu: João Campos (PSDB).

A senadora Lúcia Vânia dignou-se a mandar representante.

Roberto Balestra também. Mas para quem não se lembra, ele também é secretário de Agricultura e está licenciado da Câmara dos Deputados.

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Tem coisa mais irritante do que a voz do Delúbio?

Aliás, não está parecendo coisa combinada o depoimento dele, do Marcos Valério e do Lula?

Delúbio diz que o PT é totalmente separado do governo.  Aí meus amigos, não dá para acreditar...

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O que é pior?

Ver repeteco das entrevistas de Delúbio, Valério e Lula ou ouvir, 3.451 vezes por dia, ao longo dos noticiários globais, que as entrevistas foram exclusivas para a Rede Globo?

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Devo ser o cara mais alienado do mundo em relação ao futebol.

Não movimentei um fio de sobrancelha sequer em relação à vitória do São Paulo.

Para provocar reação e entusiasmo, só mesmo os jogos da Seleção Brasileira. E em época de Copa do Mundo.

Porque caso contrário...

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Prezados leitores: em breve, creio eu, os outros três integrantes deste blog se manifestarão.

 

Sobras do clássico

Por Filemon Pereira

 

Tudo bem que da tradição e da força do ‘clássico dos milhões’ restaram apenas as cores dos uniformes. Mas vencer o Vasco, mesmo que seja por um mísero golzinho e ainda em Volta Redonda, continua muito bom.

 

O jogo, como era de se esperar, teve baixíssimo nível técnico (se é que realmente teve algum nível). Correria dos dois lados e muitas faltas, principalmente por parte do time da Gávea. O Celso Roth não conseguiu dar padrão tático ao time, mas a filosofia dos chutões e da pancadaria ele já foi assimilada faz tempo.

 

Dois jogadores merecem algum comentário: Júnior Baiano e Romário. O primeiro, aos 30 e tantos anos, não consegue ter tranqüilidade para tirar uma bola da área. Totalmente estabanado. Por pouco não fez outro gol contra. Teve coragem de colocar a culpa nas chuteiras. Pior que isso só se ele culpasse a bola.

 

O Roma definitivamente perdeu o senso do ridículo. É até falta de respeito com a história dele. O sujeito se arrasta em campo. Além de escalar, e mau, o time. Também não treina, faz panelas e mais panelas. Detona com o trabalho de qualquer técnico. É um péssimo exemplo para os jovens atletas.

 

Insistem em ficar lembrando números, que ele está a dois gols da marca do Zico em brasileiros. Alguém, por favor, avise o ‘peixe’ que se ele quiser manter o lugar dele na história, e não se transformar em chacota, tem que parar logo com isso. Plagiando o sábio Roberto Jefferson: “Romário, sai daí. Sai logo”.

 

Voltando a peleja. Flamengo e Vasco podem sim escapar da degola. Só não será fácil. Ainda bem que tem muita gente ruim nesse campeonato. Fora os cariocas, o Galo, o Papão, o Figueira. Ah, e se tiver que cair um do Rio, que seja time do Euricão. A ajudinha rubro-negra já saiu. Agora é só arrecadar mais alguns fiascos (olha a rima!) com Santos, Corinthians... e seguir a caminhada.

 

...

Record – Foi bom ver o jogo na Record, mesmo tendo sido por falta de opção. Mauricio Torres narrando é muito melhor que Rogério Correia (Globo). 

Anhanguera – Tem um sábio lá que direto deixa de transmitir jogos de times do Rio (e campeonatos, imperdoável) para transmitir os de SP. Ontem a emissora deixou de passar FlaxVasco para passar Santos contra o expressinho do SP (ainda se fosse o time campeão da Libertadores). O sujeito adora doar audiência para a concorrência.

 

 

 

O lado bom

Por Filemon Pereira

 

Penso que seja positivo quando a sociedade toma conhecimento de denúncias que, muitas vezes, jornalistas ficam sabendo nos bastidores. Aquele tipo de coisa: muita gente fala, não apresenta prova, mas acaba se tornando uma espécie de ‘verdade’, sem que nunca ninguém esclareça. Assim são as denúncias apontadas por Roberto Jefferson sobre gastos de campanha.

 

Um exemplo: quem no meio político nunca estranhou ou comentou o mandato conquistado por Neyde Aparecida em 2002? Mas nunca passou disso, de comentários. Então, quando motivados pelo caos político, eles começam a denunciarem a eles mesmos e aos outros, quando pessoas próximas (motoristas, secretárias, assessores, ex-mulher, irmão desafeto...) surgem com informações importantes; aí sim o mundo desaba na cabeça deles, dos políticos. A reação da sociedade é a indignação e descrença, típica de quem foi enganada. Dos jornalistas, pelos menos alguns que conheço, (confesso, minha também) bate uma ‘pontinha’ de felicidade. 

 

 

Pitacos

Por Thiago Marques

 

“Acho engraçado como uma pessoa como essa ainda encontra espaço na imprensa goiana. Tem pessoas que acham engraçado o que ele faz. Ele deveria receber uma moção de repúdio dos seis milhões de goianos, isso sim.”

Marconi Perillo, na sexta-feira, 8, sobre a atuação do secretário da Fazenda do DF, Valdivino Oliveira (PMDB), na Guerra Fiscal entre o Distrito Federal e Goiás.

Concluam aquilo que quiserem concluir.

 

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Lembram-se da atriz que gravava o programa eleitoral do Pedro Wilson, em 2004? Jerusa era o nome dela...

Esta semana, a vi na novela América.

Mesmo que ela fosse escalada para levar água para o cinegrafista durante a filmagem, pode-se dizer que ela se deu bem, muito bem...

Do PT goiano direto para a Globo.

Aliás, será que depois de tanta confusão ela seria capaz de dizer abertamente que trabalhou para petistas?

 

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De uma amiga jornalista, durante entrevista coletiva com três acusados de aliciar pessoas para entrada ilegal nos Estados Unidos, via fronteira do México:

__É a síndrome Marcos Valério: não fiz nada, não sei de nada, sou inocente.

 

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Se José Dirceu tivesse ao menos 10% da humildade do ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Fontes, não teria despertado a ira de 99,9% dos jornalistas que cobrem política neste país.

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